A Vila Assombrada – (Capítulo 4)

Capítulo 4 – Humano ou Criatura?

Escrito por: Sweet Zompira

Juliana estava ficando mais desesperada do que já estava outrora. E se outras
criaturas aparecessem agora? O que elas iriam fazer? Pensava ela enquanto insistia em
bater a porta. Dentro da casa dos Dobia, a incerteza o corroía por dentro. Não tinha
certeza se era uma boa ideia abrir a porta de sua casa. Então, com cuidado, soltou os
pregos que prendia a cortina de uma de suas janelas e afastou-a ligeiramente. Apesar da
escuridão, ele se convenceu de que eram as filhas do senhor Anjel. Voltou a prender a
cortina.
— São as filhas do senhor Anjel. Eu vou abrir.
— Alfredo, se algo acontecer connosco, será culpa sua — disse a mulher dele.
Essas palavras o magoaram. Mas não podia deixar de ajudar aquelas meninas. Inspirou
e expirou profundamente e então abriu a porta. — Entrem! — Elas entraram correndo e
ele fechou a porta rapidamente.
— O nosso pai… criatura…e a nossa mãe — disse a Juliana gaguejando.
Alfredo as conduziu até às cadeiras e as fez sentar-se.
— Traga água, por favor — disse à sua mulher. Ela assentiu e foi servir. Alfredo
olhou para as meninas, assustado e preocupado. — O que aconteceu? Porquê tomaram
esse risco? — A mulher lhes deu o copo com água e elas beberam. — Respire devagar e
se acalme um pouco.
— O meu pai transformou-se na Criatura e engoliu a nossa mãe — disse com
lágrimas nos olhos.
— Transformou-se em uma criatura? Tem certeza? — Surpreendido. Isso era
completamente assombroso.
— Foi isso que aconteceu. Ele começou a tossir sangue, depois se contorceu e a
sua forma humana mudou até se transformar na criatura que vimos. Com um dos
tentáculos dele, a criatura matou a nossa mãe — disse a Adriana. Sua voz parecia
automática.
— Meu Deus! — Exclamou a mulher do Alfredo levando uma das mãos à boca.
— Isso é horrível. Ele virá atrás de nós!
— Não. Se elas saíram é porque a criatura não consegue atravessar a porta. Isso
é muito grave — disse transpirando. Olhou para as meninas. — Acompanhem a minha
mulher até o quarto. Eu sei que tudo está muito complicado e difícil, mas tentem
descansar ao menos um pouco. Quando o sol nascer, saberemos o que fazer. Agora não
podemos nos arriscar. A criatura não vai poder sair da casa. — A mulher dele as pegou
carinhosamente e as dirigiu no quarto dos filhos deles. Alfredo sentou-se na cadeira,
cansado, preocupado, surpreso e alarmado. Nunca imaginara que um humano pudesse
se transformar numa criatura da noite. Decidiu então que na primeira hora que o sol
aparecer iria falar com todos os habitantes da vila para chegarem a uma conclusão.

Rostos pasmados, preocupados e cheios de medo olhavam para o Alfredo. Ele
havia convocado todas as pessoas da vila e havia informado o ocorrido.
— E o que vamos fazer? — Perguntou um dos habitantes.
— Eu penso que devemos queimar a casa — disse o senhor Almeida.
— Mas assim as casas vizinhas correriam risco — disse o senhor Zoe.
— Então o que faremos? Não podemos viver com essa situação — disse o
senhor Maquenzo. — Devemos pensar muito bem no que fazer.
— O senhor Maquen… — parou de falar quando ouviu uma mulher gritar.
— Ele está vindo! — Disse a mulher apavorada indicando a porta da casa dos
Anjel. Os homens dirigiram os seus olhares para a porta e rapidamente pegaram suas
armas e ordenaram que as mulheres e crianças entrassem em suas casas. Mic os olhou surpreso. Havia despertado e não havia encontrado ninguém em sua casa. Queria
perguntar sobre elas aos seus vizinhos mas eles pegaram as armas quando o viram.
— O que foi? Porquê estão apontando as armas para mim? — Confuso,
começou a caminhar até eles.
— Não avance! — Gritou o senhor Zoe. Mic parou.
— O que vem a ser isso?
— Você é uma das criaturas. Você matou a sua mulher! — Gritou o Alfredo
com as mãos firmes em sua espada.
— Vocês estão bem? Estão dizendo bobagens. Em minha casa não há nenhum
sinal de nada. Tudo está como sempre esteve — disse indignado. Ora essa! Esses
senhores estão loucos! Pensou ele.
— Vai nos desculpar, senhor Anjel, mas vamos o matar — disse o Alfredo. Mic
sentiu um golpe em suas costas, sentiu-se tonto e caiu no chão.

CONTINUA…

OBS: PT.Português Portugal

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