A Vila Assombrada – (Capítulo 3)

Capítulo 3 – Uma decisão difícil

Escrito por: Sweet Zompira

— Pai, ainda pensando no caso do senhor Anjel? — Perguntou uma menina de olhos castanhos. Ela estava sentada numa cadeira que balançava e percebeu que seu pai estava distante.

— Sim, filha. Não consigo parar de pensar. Isso jamais havia acontecido em toda geração dos nossos antepassados — respondeu o senhor Maquenzo.

— O pai tem toda a razão. Era suposto essa situação esclarecer as coisas, mas só complicou.

— Zélia, não fala como se fosses mais velha — disse um jovem olhando para a menina.

— Mas o que eu disse é verdade. Não é, pai? — Respondeu como se já esperava essa crítica vindo do seu irmão.

— Não briguem, meninos — disse a mãe deles.

Na casa dos Anjel, a família ainda estava acordada durante a madrugada. A emoção era tanta que não tinham vontade de dormir. Estavam na sala comendo milho fervido. Nem mesmo a curiosa Juliana e a céptica Adriana dissera alguma palavra sobre o que aconteceu. Somente estavam contentíssimas pela presença do seu querido pai. Comeram com alegria e brindaram com água. Porque o Mic já não queria beber maruvo. Algo que alegrou bastante a Isvânia.

— O milho estava uma delícia como sempre, mulher — pegando nas mãos dela.

— Obrigada. Tudo graças a sua presença — sorriu agradecida. As filhas sorriram também.

— Vocês são… — de repente o Mic começou a tossir violentamente. Ele levou a mão à boca e se assustou quando viu que sua mão estava coberta por um líquido viscoso e vermelho – o sangue. Isvânia rapidamente levantou-se e tirou um frasco onde continha mel e limão. Enquanto servia o liquido pegajoso num copo, Juliana entregara ao sei pai um pano húmido para limpar-se. Mic não parava de tossir. Isvânia se aproximou dele e o fez beber o mel. Minutos depois a tosse cessou. Elas suspiraram aliviadas. Mas o alívio desapareceu assim que chegou. Mic levantou-se e começou a se contorcer de forma estranha. Era como se ele estivesse prestes a se transformar. Sangue escorria de sua boca, os olhos cresceram absurdamente e preencheram toda parte de cima da cara. Dentes horrorosos e afiados como de um felino destruíram os dentes normais do Mic. Isvânia, Adriana e Juliana o olhavam aterrorizadas demais para reagir. Dois tentáculos pretos como o carvão e com as pontas bastante afiadas como uma agulha nasceram da costa do Mic. A pele negra e macia do Mic agora se tornara dura. Quando terminou de se contorcer as três mulheres perceberam que já não havia nada do Mic. A criatura que estava frente a elas tinha uma aparência horrenda. O sangue que outrora escorria de sua boca ainda continuava a cair descontroladamente. A criatura as olhava como se estivesse sorrindo. Um sorriso maquiavélico, diabólico, digno de uma aberração. Então é assim que elas são. Então é verdade que elas existem, pensava a Isvânia. Em um movimento de um flash, a criatura enfiou um dos seus tentáculos no peito da Isvânia. Foi então que ela reagiu.

— Filhas saiam daqui agora! — Gritou horrorizada enquanto o sangue escorria pelo seu corpo. Adriana não conseguia se mexer. Tudo que ela via é uma mãe ensanguentada, com o olhar cheio de medo e as lágrimas inundando os olhos. — Juliana, pega a sua irmã e saiam daqui, já! — Gritou mais uma vez e em seguida tossiu uma jorrada de sangue. Juliana pegou a sua irmã pelas mãos e abriu a porta. A última coisa que vira era a sua mãe sendo engolida por uma criatura da noite. A porta se fechou e las não olharam para trás.

Juliana correu puxando a sua irmã para primeira porta que avistara e começou a bater desesperada. Adriana continuava em choque.

O senhor Dobia não foi o único que despertou com as batidas que vinham da porta. Ainda inseguro foi até a janela com uma espada. Sua mulher e seus filhos ficaram na sala o olhando.

— Não faça isso, Alfredo. São as criaturas — disse a mulher dele agarrando os filhos. Eles estavam assustados.

— Abram por favor! A criatura está em nossa casa! — Ouviu alguém dizer lá fora. A voz soava bastante desesperada.

— Ouviram? — Perguntou à sua família, surpreso. — É uma pessoa.

— Não pode ser! São as criaturas! Com certeza querem enganar-te e entrar para nos matar — disse a mulher.

— Essa voz se parece com uma das filhas do senhor Anjel, se não me engano. O que eu faço? Abro? — Perguntou olhando para a sua família.

CONTINUA…

OBS: PT.Portugês Portugal

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